Últimas Notícias - Transplante Renal - HC UNESP

 

22/01/2013

Transplante renal bate recorde e deve colocar HC como primeiro colocado no interior do estado

O Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) encerrou o ano de 2012 com uma marca histórica. Desde que iniciou suas atividades, o serviço nunca realizou tantos procedimentos como no ano anterior. Foram 93 pacientes transplantados nesta unidade, o que coloca o HC botucatuense nas primeiras colocações do Estado e no País.

No total, 400 pacientes já passaram pelo serviço de transplante renal desta unidade, desde sua criação.  Em 2011, foram 80 transplantes registrados, 13 a menos do que o número apontado pelo setor para o ano de 2012. Com esses números, a equipe fica na expectativa de superar a Unicamp e se tornar o Hospital com o maior número de transplantes renais do interior do Estado. A lista com os números finais deve ser apresentada no próximo dia 28.

De acordo com um dos médicos da equipe clínica, responsável pelo procedimento, Dr. Luis Gustavo Modelli de Andrade, a constante evolução se deve à estrutura existente no Hospital. “Esse número recorde atingido no último ano se deve muito a estrutura física que temos no Hospital. Temos um ambulatório específico para atender os pacientes transplantados, temos uma casa de apoio para os familiares que vêm de longe e também é necessário destacarmos que nossa melhora se deve à eficiência do sistema de captação de órgãos”, analisou o médico.

Além dos botucatuenses, o HC também recebe pacientes de diversas cidades, como: Itu, Itapetininga, Itapeva, Avaré, Bauru, Jaú e Promissão, sem contar as cidades de menor porte, que ficam na região de cada um desses municípios. Atualmente, a lista de espera para um transplante de rins é de 350 pessoas, com tempo de espera que varia entre um ano e um ano e meio, dependendo da compatibilidade de órgãos.

Atualmente, a equipe médica responsável pelos procedimentos renais é dividida em duas partes: A Equipe Clínica, com a Dra. Maria Fernanda Cordeiro de Carvalho e Dr. Luis Gustavo Modelli de Andrade; e a Equipe Cirúrgica, com: Dr. Aparecido Donizeti Agostinho, Dr. Paulo Roberto Kawano, Dr. Hamilton Akihissa Yamamoto, Dr. Carlos Alberto Monte Gobbo, Dr. José Carlos Souza Trindade Filho e Dr. Carlos Márcio Nóbrega de Jesus.


29/09/2012

Departamento de Transplante do HCFMB recebe prêmio de destaque do Estado em transplantes de órgãos

O Departamento de Transplantes, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), recebeu na tarde da última quinta-feira (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o prêmio de destaque do interior em transplantes de rim/pâncreas do Estado de São Paulo. Quem representou a equipe botucatuense no evento foi o cirurgião responsável p! or transplantes, Leonardo Pelassky.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu premiar os hospitais e equipes que mais contribuíram, neste ano, para o incentivo da doação de órgãos, bem como as que se destacaram na realização de transplantes. As instituições foram premiadas pelos resultados obtidos entre os meses de janeiro e agosto de 2012. Todas as unidades recordistas em número de transplantes ou notificação de doadores receberam uma placa estilizada da Secretaria.

De acordo com o Diretor Geral do setor, Dr. Juan Carlos Llanos, este foi ! o primeiro prêmio recebido pelo HCFMB. “Foi algo muito bacana. Nosso primeiro prêmio veio em boa hora. Vai ajudar a valorizar ainda mais nosso Hospital e é um reconhecimento muito importante para toda a equipe envolvida nos transplantes. Eu ocupo hoje um cargo de diretoria, mas esse prêmio tem que ser dedicado a todos, principalmente ao Dr. Leonardo Pelassky (cirurgião) e ao Dr. Luis Gustavo Modelli (nefrologista)”, comentou.

Dentre os hospitais que mais realizaram transplantes, Hospital Israelita Albert Einstein se destacou nas cirurgias de fígado, com 105 procedimentos realizados de janeiro a agosto. No interior, o destaque ficou para o Hospital das Clínicas da Unicamp, que realizou 27 transplantes no período.

No caso dos transplantes de coração, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da capital foi a unidade de maior destaque na região da Grande São Paulo, com 23 procedimentos realizados nos oito primeiros meses deste ano. No interior, o Hospital das Clínicas da Unicamp foi a principal unidade, com nove procedimentos feitos no período.

Nos transplantes isolados de pâncreas, o Hospital Bandeirantes se destacou na capital com nove procedimentos na Grande São Paulo. Já no caso de pâncreas e rins (transplante simultâneo), o Hospital do Rim e Hipertensão, da Escola Paulista de Medicina, liderou o número de procedimentos, com 19 cirurgias. No interior, o Hospital das Clí! nicas de Botucatu foi o que mais realizou transplantes de pâncreas e rins: quatro ao todo. Para o Diretor Geral, esse número é interessante, mas deverá ser ultrapassado. “A idéia principal é aumentar esse número para que possamos nos destacar ainda mais. Esse tipo de transplante (rins/pâncreas) é muito trabalhoso e complicado, então poucas unidades hospitalares conseguem realizá-lo”, comentou Juan.

No caso dos transplantes isolados de rim, o Hospital do Rim e Hipertensão, da Escola Paulista de Medicina também venceu, com 431 procedimentos. O Hospital das Clínicas da Unicamp foi o vencedor em número absoluto de transplantes de rins no interior, com 59 registros. Dentre os transplantes de pulmão, o Hospital das Clínicas da FMUSP liderou na capital, com 18 procedimentos.

 

09/08/2012

Especialistas da Medicina/Unesp participam de eventos internacionais sobre transplantes

Os professores Juan Carlos Llanos e Maria Fernanda Carvalho, além do médico Luiz Gustavo Modelli, da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), participaram, nos meses de junho e julho, de dois dos mais importantes congressos científicos e de debates na área de transplantes do mundo. Com a presença dos especialistas nesses eventos, a instituição agrega conhecimento para o aprimoramento do ensino e pesquisas, além da assistência em saúde. 

De 2 a 6 de junho, os representantes da FMB estiveram no Congresso Americano de Transplante (American Transplant Congress), realizado em Boston. Especialistas de diversos países das Américas e de outros continentes puderam debater sobre os avanços no pós-cirúrgico em transplantes. Alguns dos pontos levantados no evento foram: a nova era da Hepatite C e a relação com transplantes - seu panorama mundial e a assistência dos diferentes sistemas de saúde-; as tendências contemporâneas em imunossupressão após o transplante cardíaco, entre outros pontos.

Prof. Juan Carlos, na oportunidade, conheceu as dependências da Universidade de Harvard e através de contatos feitos na instituição, trouxe algumas intenções de parcerias com a FMB para pesquisas e intercâmbios acadêmicos. “Além das reuniões com especialistas do mundo todo, houve a possibilidade de conhecer diferentes cenários de assistência em saúde e realçar possibilidades de parcerias“, frisou.

Entre os dias 15 e 20 de julho, os professores Juan e Maria Fernanda participaram do 24º Congresso Internacional de Transplantes (International Congress of The Transplantation Society), realizado em Berlim. Mais de sete mil especialistas da área na Europa, Ásia e Américas estiveram presentes. Foram debatidos temas referentes ao uso de medicamentos para evitar a rejeição do órgão recebido. Também foi discutida a escassez de órgãos, as novas abordagens para campanhas de doação e respectivas alternativas.

Segundo profª Maria Fernanda, os assuntos debatidos são fundamentais para a busca da qualidade tanto da captação quanto dos procedimentos de transplantes. “A atualização de conhecimento; do que ocorre no mundo quanto aos transplantes é essencial para a melhoria dos serviços e da formação acadêmica dos alunos em Medicina e Enfermagem”, realçou.

Os professores também são responsáveis pela coordenação de alguns serviços de transplantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Saúde. Prof. Llanos é o diretor do Núcleo de Transplantes da unidade e Maria Fernanda Carvalho é responsável clínica pelo serviço de Transplante 

 

02/06/2011

Em três meses, HC da Medicina/Unesp se torna um dos maiores transplantadores de rins do Brasil

 

Os três primeiros meses de 2011 foram de intenso trabalho no serviço de Transplante Renal para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB). A unidade registrou nesse trimestre inicial do ano, novo recorde e se tornou o 6º maior serviço de saúde que mais realizou esse tipo de procedimento no Brasil a realizar esse tipo de cirurgia e o terceiro no Estado com 28 transplantes nesse período. Os números foram divulgados pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), que analisou os dados de 141 centros espalhados pelo país.

Com o resultado, a unidade fica atrás, em esfera nacional,do Hospital do Rim e Hipertensão, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp); Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP- Universidadede São Paulo; Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Hospital Geral deFortaleza e Hospital das Clínicas de Porto Alegre; mas à frente de unidades como o Hospital Israelita Albert Einstein.

Foram, ao todo, 23 transplantes oriundos de doadores falecidos e cinco de doadores vivos. O levantamento da ABTO apontou ainda que o mês de janeiro foi quando houve mais transplantes: doze no total. Em fevereiro e março, foram sete e nove procedimentos do tipo, respectivamente.

Para a coordenadora do Serviço de Transplante Renal doHCFMB, Maria Fernanda Carvalho, a introdução de uma nova política de captaçãode órgãos instituída pelo hospital no último ano tem favorecido o aumento dessas cirurgias. “A captação de órgãos na região de abrangência do hospital- que compreende as micro regiões paulistas de Bauru, Botucatu e Avaré e envolve uma população superior a 2,5 milhões de habitantes- teve inserção maior nas unidades e serviços de saúde espalhados pelos municípios. Isso possibilitou maior disponibilidade de órgãos e facilitou a redução da fila de espera”,disse.

Outro fator destacado por Maria Fernanda é a estrutura desuporte para que a estatística crescesse nos últimos anos. O número de leitos destinados a esse tipo de transplantes passou de quatro para seis, além de três quartos instalados na enfermaria de Urologia do hospital exclusivos aopós-operatório. O Serviço de Transplante Renal também recebeu incremento econta atualmente com quatro médicos (sendo um professor responsável), além do auxílio de equipes de enfermagem e outras especialidades.

A perspectiva, conforme a coordenadora, é que o HCFMB supere a marca registrada em 2010, quando realizou 66 cirurgias, sendo a 14ªunidade transplantadora renal no país. Até abril desse ano, o hospital jácontabiliza 39 procedimentos do tipo.

Clique aqui para acessar o Registro Brasileiro de Transplantes do primeiro trimestre de 2011

 

15/02/2011

HC da Medicina Unesp de Botucatu realiza 19 transplantes renais em menos de dois meses

 

Em apenas um mês e meio, a angústia da espera por um rim terminou para 19 pessoas que passavam por tratamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB). Entre o dia 1º de janeiro e 15 de fevereiro de 2011 foram 17 transplantes com doadores falecidos e dois com doador vivo.

A expectativa da equipe responsável pelo Serviço de Transplante Renal é realizar 20 transplantes até o final de fevereiro e chegar a 100 ainda neste ano. O máximo que havia sido possível até então eram oito transplantes em um mês. Todos os transplantados passam bem.

Com esse desempenho, o HCFMB se firma na terceira posição do ranking dos centros transplantadores do Estado de São Paulo, que considera somente os procedimentos com doadores falecidos. O hospital da FMB ficou na frente, por exemplo, do Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O Serviço de Transplante Renal do HCFMB já realizou, desde o início de seu funcionamento, há duas décadas, 537 transplantes. Desses, apenas 79 morreram com o rim funcionando e 26 faleceram com o órgão transplantado inoperante. A taxa de óbito foi de apenas 18%.

Ainda segundo as estatísticas da equipe, em média após 10 anos do transplante 60% dos pacientes continuam com o rim funcionando. “Esses números nos deixam bastante satisfeitos, pois conseguimos oferecer melhor qualidade de vida para os pacientes, embora eles tenham que continuar permanentemente sendo acompanhados por nós”, comenta Dra. Maria Fernanda Carvalho, coordenadora do Serviço de Transplante Renal do HCFMB.

 

06/12/2010

Credenciamento HC UNESP para Realizar cirurgia de Pâncreas-Rim

O HC UNESP está credenciado para a realização do transplante de pâncreas-rim combinado.

Portaria 663 de 3 de Dezembro de 2010: Credenciamento do Estabelescimento: HC UNESP

Portaria 664 de 3 de Dezembro de 2010: Credenciamento da equipe (acesso a portaria clique aqui)

 

 

 

05/11/2010

A Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) promoveu nos dias 19 e 20 de outubro, no Salão Nobre, o 1º Curso de Transplantes. A capacitação comemrou à marca de 500 transplantes renais realizados desde que o procedimento começou a ser realizado na unidade, há 22 anos.

Participaram do evento médicos da própria instituição e outras autoridades no assunto em todo o Estado de São Paulo. Atualmente, existem cerca de 170 mil pessoas na fila de espera por um órgão no Brasil.

O Programa de Transplantes do HC/ UNESP, comprometido com as diretrizes da atual Superintendência e Diretoria da unidade, está investindo em recursos humanos e materiais para futuro credenciamento na área de Transplante de Pulmão e Coração.

Atualmente, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp realiza transplantes de rim e córnea; tanto que em 2009, o HC foi listado entre os maiores serviços do Estado, com 68 transplantes renais. Naquele ano, nove pessoas doaram múltiplos órgãos no Hospital das Clínicas. Ainda em 2009, o HCFMB chegou a realizar quatro transplantes renais ao mesmo tempo.A FMB oferece programas de residência em Transplante Renal e Transplante de Fígado. Detalhes sobre a programação do curso.

 

11/03/2010

HC/Unesp é o 13º maior transplantador de rins do Brasil

A unidade de transplantes renais do Hospital das Clínicas/Unesp (HC) conquistou a 13ª colocação no ranking dos 137 centros que mais realizaram o procedimento em todo o Brasil ao longo de 2009, segundo divulgação feita pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgão). Foram 68 transplantes, sendo 26 de doadores vivos e 42 de pessoas já falecidas, sendo que este último indicador teve um crescimento de 75%.

O HC, no entanto, foi a unidade de saúde que mais transplantes renais realizou no ano passado se considerada a sub-regional de Ribeirão Preto (que abrange todo o interior do Estado de São Paulo). Em 2010, até dia 10 de março, haviam sido realizados 12 procedimentos, sendo sete de doadores falecidos.

É possível notar o aumento no volume de transplantes, quando é feita comparação com 2008. Naquele ano, foram 48 cirurgias (24 de doadores vivos e 24 de falecidos) e em 2009 subiu para 68, o que representa elevação de 42%.

Atualmente, a fila de espera por um transplante renal no Estado de São Paulo é de 10.132 pessoas. Já na região de abrangência do Hospital das Clínicas, são 205 pacientes. A equipe médica de transplantes renais do HC/Unesp conta com seis urologistas e dois nefrologistas. Dra Maria Fernanda de Carvalho é a responsável pelo serviço.

 

25/08/2009

HC/Unesp é 5º colocado no Estado em transplantes renais

O Setor de Transplantes Renais do Hospital das Clínicas (HC), vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) subiu de 7º para 5º colocado no ranking estadual ao superar as estatísticas registradas no ano passado. Até 25 de agosto, haviam sido feitos 49 transplantes e estava agendado mais um para o dia seguinte.

O serviço realizado no HC perde apenas para grandes centros, como é o caso do Hospital Albert Einstein, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade de São Paulo) e Escola Paulista de Medicina. Dia 4 de agosto, o Hospital das Clínicas registrou um fato histórico: realizou quatro transplantes renais ao mesmo tempo, reunindo uma equipe com seis urologistas. Foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu desde que o procedimento começou a ser realizado, há 22 anos. O volume deste tipo de procedimento vem crescendo de maneira significativa no hospital, principalmente se comparado com 2008. Foram realizados, no primeiro semestre, 31 transplantes, sendo que neste ano, no mesmo período, já haviam sido 48 – aumento de 135% - a maioria de doadores mortos. A expectativa é de que a unidade encerre 2009 em 4º lugar no Estado de São Paulo, chegando a 60 transplantes. Espera-se alcançar a marca de 500 transplantes em 2010 (até gora foram 438).

Para a médica nefrologista e responsável pelo Setor de Transplantes Renais do HC, Maria Fernanda Carvalho, a divulgação feita pela mídia sobre a importância da doação de órgãos e também o incentivo da Superintendência do Hospital das Clínicas foram decisivos para que os números fossem tão positivos. “O esclarecimento das pessoas e a propaganda sobre o tema são muito importantes. A Superintendência do HC também tem nos apoiado bastante”, diz.

São inscritas na lista de espera pelo transplante renal, quatro pessoas por semana. No entanto, na região de abrangência do HC o índice de pacientes que deixam de aguardar pelo órgão é, em média, de 17%. “Somos o único centro que consegue diminuir a fila de espera em porcentagem de dois dígitos. Na região de Botucatu a lista é pequena e transplanta-se em quantidade considerável”, coloca Dra. Maria Fernanda.

 

07/04/2009

Equipe de transplante renal do HC/FMB/Unesp recebe homenagem da Câmara de Botucatu

O Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), recebeu, dia 6 de abril, moção honrosa da Câmara Municipal de Botucatu (238 km de São Paulo), pelos resultados obtidos em 2008 nas cirurgias de transplantes renais. Desde 1987 o HC realiza este tipo de procedimento. A iniciativa da homenagem foi da Ong (Organização Não-Governamental) Doe Vida.

Na ocasião foi apresentada uma moção de congratulações, de autoria do vereador Dr. Bittar (PCdoB), e aprovada por unanimidade pelos parlamentares da Casa. A Dra. Maria Fernanda Carvalho, chefe da equipe de transplantes renais recebeu a condecoração. Estiveram presentes ao evento os médicos José Carlos Trindade Filho, André Luiz Balbi, Roberto Jorge da Silva Franco, Hamilton Yamamoto, Paulo Kanawa e Luís Gustavo Modelli Andrade.

Representante da Ong Doe Vida, a aposentada Ângela de Oliveira, 48, ressaltou em discurso na tribuna livre da Câmara, a referência regional que o HC tem em captação e transplante de órgãos e tecidos. “Temos um hospital sendo referência na realização destes transplantes no Estado e os resultados obtidos no ano passado merecem ser comemorados”, ressaltou. Ela, que conviveu com insuficiência renal por uma década e conseguiu no marido o doador compatível, também relatou da importância a conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

Em 2008, o Hospital das Clínicas realizou 48 transplantes, sendo 24 doadores vivos e 24 falecidos. Os dados, fornecidos pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), garantiram que o HC fosse a unidade pública de saúde que mais procedimentos deste tipo realizou no interior do Estado.

Os números obtidos no ano passado fazem do HC uma referência no interior paulista. Em quantidades absolutas, a unidade vinculada à FMB fica atrás apenas da Unicamp (87 transplantes). Teve transplantes superiores aos realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP (47) e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (37). Em todo o país aconteceram 5373 transplantes de rim, enquanto que em São Paulo foram 1501.

“Nossos números cresceram sistematicamente. A superintendência do hospital tem estimulado esse aumento no número de cirurgias e a própria Secretaria de Estado da Saúde tem feito um trabalho minucioso que visa a conscientização das pessoas, o que resulta também no aumento dos transplantes”, declarou Dra. Maria Fernanda. “Nossa expectativa é que este ano ultrapassemos 60 cirurgias deste tipo”, complementou a médica.